CLÁSSICOS DAS ÚLTIMAS PALAVRAS – 1

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“CORTE O FIO VERMELHO”

Eu não entendo picas de desarmar bombas porque, explicavelmente, estou sempre presente diante daquelas que não são desarmadas a tempo. E após o clique do alicate, entre um pedaço e outro de vocês, uma pequena frase, as últimas palavras de alguém que deveria se arrepender do emprego escolhido, entra para a eternidade de forma definitiva e inescapável: “Corte o fio vermelho”.

Muito em voga não apenas por causa da Guerra do Iraque, mas também pelo sucesso do filme “Guerra ao Terror” que ganhou o Oscar mostrando o cotidiano de desarmadores de bombas, “corte o fio vermelho” são as minhas últimas palavras preferidas. Rivalizando apenas com “você não é macho para puxar esse gatilho” sobre as quais falarei aqui um dia. Porém o charme de “corte o fio vermelho” é mais matador, e isto não é apenas força de expressão.

Rápida, curta, eficiente. A cor, ironicamente, é o que menos importa. Seja vermelho, azul, verde, fúcsia, qualquer fio de qualquer cor que provoque uma cremação “express” de vocês para mim está valendo. “Corte o fio vermelho” é o “to be or not to be” das frases derradeiras, um clássico para o qual estou aberto a variações. Sempre que a ouço meus olhinhos brilham, pois sei que um serviço dos bons está prestes a cair em meu colo, e isto não é apenas força de expressão também.

Obviamente, eu não aprecio tanto a frase quando, por acaso, ela não é a última. Creio que eu nem precise dizer o quanto ela se torna inútil, banal, e altamente brochante quando a bomba em questão não faz um tutu à mineira de vocês. Toda vez que alguém diz “Corte o fio vermelho” e uma bomba não explode, em algum ponto de uma dimensão paralela uma entidade de foice e capuz deixa escapar um “puta que o pariu, perdi a viagem”. 

Ainda assim, ainda que falhe de vez em quando, ela continua sendo a primeira das minhas últimas frases preferidas. Longa vida ao “Corte o fio vermelho”. E longa vida, agora sim, é só força de expressão.

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Próximo  Clássicos das Últimas Palavras: “DEIXA QUE EU DIRIJO”.

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4 pensamentos sobre “CLÁSSICOS DAS ÚLTIMAS PALAVRAS – 1

  1. Acho que não é exatamente uma questão de ser ou não ser, é uma questão de deixar de existir ou não…

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