LETRAS MORTAS 5

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Ouvi o grito jamais por mim esquecido
e corri no tempo de um último gemido
e encontrei o corpo estirado sobre o pasto
e a pedra ainda na mão do irmão nefasto

Que fugiu como se tivesse pressentido
que o céu se abriria num pacto rompido
de onde o pai desceria com seu olho vasto
mas constrangido fingiria não ver o rasto

do primeiro crime e de seu primeiro réu.
Forjou-se ali, então, o homem e o meu papel:
seria eu o senhor de todo e qualquer fim

e a de um inocente a prima alma a ir ao céu
que no caminho confessou-me o nome: Abel
enquanto Deus ainda indagava por Caim.


MORTE

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3 pensamentos sobre “LETRAS MORTAS 5

  1. Kra, simplesmente genial suas poesias e suas interpretações musicais, virei fã já! Só espero que ñ me siga… kkkkkkkkk
    Parabéns, vc é o melhor (um pouco de bajulação pra adiar o inevitável)!

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